WhatsApp registra aumento de 11% em golpes em maio; chegada do Payments preocupa

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, mensageiros e aplicativos de videochamadas se tornaram importantes ferramentas para diminuir o distanciamento social entre as pessoas, além de se tornarem essenciais para a comunicação corporativa. Contudo, ao passo que plataformas como o Zoom, que cresceu 2000% em menos de três meses, viram a base de usuários ativos aumentar consideravelmente, o número de ataques cibernéticos também seguiu a mesma reta.

WhatsApp como um dos aplicativos de mensagens mais populares do mundo não está fora dessa lista e só aqui no Brasil, de acordo com um estudo recém divulgado pelo dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, registrou aumento de 11% no mês de maio em golpes digitais envolvendo clonagem de contas pessoais e tentativas de pishing.

Estima-se que cerca de 407 mil usuários brasileiros do aplicativo se tornaram vítimas de cibercriminosos após serem atraídas por mensagens com links maliciosos que levavam para páginas falsas envolvendo assuntos como resgate imediato do FGTS e saque ao auxílio emergencial do governo. Tais endereços, segundo dados da pesquisa, foram acessados e compartilhados mais de 27 milhões de vezes.

Além desses temas, o estudo cita ainda que foram encontrados mais 136 mil golpes diferentes, impactando em torno de 10,6 milhões de brasileiros. São Paulo está no topo da lista entre os estados mais afetados, com 81,6 mil vítimas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 53,5 mil e Minas Gerais em terceiro lugar com 36,2 mil casos.

Maioria dos golpes no WhatsApp estão relacionados a serviços como o FGTS e o auxílio emergencial (Imagem: Reprodução)

WhatsApp Payments pode contribuir para aumento de golpes

Lançado aqui no Brasil na última segunda-feira (15), o sistema de pagamentos e envio de dinheiro pelo próprio mensageiro vai contribuir não só para aumentar o hábito de transações virtuais no país, como também diminuir a interação física e simplificar transferências em tempos de pandemia. Contudo, apesar dos benefícios, a novidade preocupa os especialistas em segurança online da PSafe por ser o principal vetor de disseminação de links maliciosos.

“É possível que a chegada da nova tecnologia de pagamentos dentro do mensageiro expanda os vetores de ataques disponíveis para criminosos. Com o aumento do número de clonagens de WhatsApp, por exemplo, é possível que o WhatsApp Payments seja explorado pelos criminosos para obter recursos financeiros das vítimas. Além disso, os atacantes encontrarão formas de conseguir acesso aos celulares dos usuários para efetuar pagamentos e transferências até atingir o limite disponível”, revela Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

Vale ressaltar que instituições financeiras como Banco do BrasilNubank e Sicredi aderiram ao serviço, enquanto outras como Bradesco, Itaú e Santander desistiram ainda na fase de testes. Lembrando sempre que, para evitar entrar em estatísticas como essas é importante ativar a autenticação em dois fatores, disponível nas configurações próprio WhatsApp, manter o app sempre atualizado e sempre tomar o máximo de cuidado ao clicar em links compartilhados.

Fonte: PSafe

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