Cibersegurança nos EUA: Microsoft pode receber US$ 150 milhões para prevenir ataques

De acordo com a Reuters, a Microsoft receberá quase um quarto dos fundos alocados para cibersegurança em um pacote aprovado pelo governo dos EUA para mitigar os efeitos da pandemia de Covid-19.

A decisão está irritando legisladores que não querem dar mais dinheiro a uma empresa cujo software esteve no centro de dois imensos ataques recentes. Em um deles, atribuído à Rússia em dezembro, criminosos tiveram acesso a e-mails dos departamentos de Justiça, Tesouro e Comércio do governo dos EUA.

Os ataques representam um risco significativo à segurança nacional, frustrando legisladores que dizem que o software “bugado” da Microsoft está lhe trazendo lucro.

“Se a única solução para uma invasão na qual hackers exploraram uma falha há muito ignorada pela Microsoft for dar mais dinheiro à Microsoft, então o governo tem de rever sua dependência dessa empresa”, disse o senador democrata Ron Wyden, do Oregon, um dos líderes do comitê de inteligência do senado.

“O governo não deveria recompensar uma empresa que vendeu software inseguro com contratos ainda maiores”, afirma. A Microsoft se defende, dizendo que prioriza a correção de ataques que estejam sendo amplamente usados.

Um rascunho da proposta entregue pela Cybersecurity Infrastructure Security Agency (CISA) aloca mais de US$ 150 milhões, de um total de US$ 650 milhões, para uma “plataforma de nuvem segura”, de acordo com documentos analisados pela Reuters.

Imagem mostra o ícone do programa Microsoft Outlook, que recentemente foi alvo de ataque de hackers
Recentemente hackers conseguiram acesso a milhares de contas do Microsoft Outlook, ilegalmente visualizando mensagens de empresas e órgãos governamentais. Imagem: dennizn/Shutterstock

Mais precisamente, o dinheiro teria sido alocado para a Microsoft, de acordo com quatro pessoas informadas sobre a escolha. O objetivo principal é ajudar agências federais a atualizar seus sistemas Microsoft já existentes para aprimorar a segurança.

Neste domingo (14) a Microsoft disse que todos os seus produtos na nuvem tem recursos de segurança, mas que “organizações de maior porte podem exigir recursos mais avançados, como registro de atividades mais detalhado e a capacidade de investigar estes registros para determinar uma ação”. 

Embora alguns oficiais de cibersegurança do governo dos EUA acreditem que “não tem escolha” a não ser pagar pelos recursos extras, Wyden e três outros senadores expressaram publicamente sua objeção ao plano.

Fonte: Reuters

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