Ataque hacker pode ter atingido STJ; PF investiga

Superior Tribunal de Justiça (STJ), um dos quatro tribunais superiores do País, acionou a Polícia Federal na terça-feira (3) para investigar a ocorrência de um possível ataque hacker aos seus sistemas.

Segundo informações do G1 desta data (4), um relatório da área de tecnologia da Corte, obtido pela TV Globo, revela que uma indisponibilidade do sistema ocorrida por volta das 15h de ontem determinou a interrupção dos julgamentos. Os técnicos do tribunal identificaram um possível ataque externo e passaram a avaliar a extensão dos danos.

A princípio, foi feita uma verificação no sistema interno de proteção de rede, mas depois os técnicos verificaram que a origem do erro era o servidor onde estão hospedados quase todos os sistemas do STJ. Somente à noite, foi detectado um arquivo com características compatíveis com um vírus, criado alguns minutos antes.

O relatório técnico esclarece que uma nova análise, desta vez realizada pelo suporte do fabricante dos equipamentos, confirmou que a falha ocorreu por causa “de um ataque cibernético que comprometeu a integridade dos arquivos do sistema”.

Providências tomadas

O presidente do STJ, ministro Humberto Martins, pediu que os servidores da Corte não liguem seus computadores pessoais e evitem emails (Fonte: STJ/Reprodução)O presidente do STJ, ministro Humberto Martins, pediu que os servidores da Corte não liguem seus computadores pessoais e evitem emails (Fonte: STJ/Reprodução)Fonte:  STJ 

Mais tarde, novos ataques foram descobertos, cujo destino seria a área de backup dos sistemas, segundo o documento.  Foi então determinado que fossem derrubados os links de acesso à internet do STJ e o bloqueio de todos os usuários que haviam utilizado a rede nas últimas 24 horas..

No momento, os técnicos estão trabalhando para recuperar o sistema, através de backups armazenados em fitas. Durante a pandemia, todas as sessões de julgamento do STJ estão sendo realizadas por videoconferência.

o ministro Humberto Martins, que assumiu a presidência da Corte em agosto passado, enviou mensagem aos demais ministros, cancelando todas as sessões de julgamento virtuais e/ou por videoconferência, até que seja restabelecida a segurança no tráfego de dados do tribunal.

Martins também recomendou que ministros e servidores evitem ligar computadores, mesmo pessoais, que possuam algum tipo de conexão com os sistemas informatizados da Corte, e que até os emails sejam evitados até que a situação se normalize.

Fontes

G1/Globo

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