Pesquisadores expõem falha nos carros da Tesla ao hackear chave

Os carros fabricados pela Tesla não têm “chaves”, no sentido físico da palavra. Ao invés disso, um comprador de, digamos, um Tesla Model S recebe o que se conhece por key fob, um dispositivo que funciona como chaveamento eletrônico para travar e destravar o carro quando o seu portador se aproxima.

E justamente essa chave eletrônica é que deve causar mais dor de cabeça à empresa fundada por Elon Musk: pela segunda vez em menos de um ano, pesquisadores da universidade KU Leven, da Bélgica, conseguiram invadir o sistema e “clonar” o acesso a um carro da fabricante — justamente o Model S citado acima.

Em setembro de 2018, os pesquisadores conseguiram realizar o mesmo feito, o que incentivou a Tesla a ampliar a segurança de suas chaves eletrônicas, aprimorando a criptografia de 40 para 80 bits. Em tese, isso tornaria o sistema muito mais seguro, porém não foi esse o caso.

A chave eletrônica da Tesla, na foto acima, serve para abrir e travar os veículos da montadora americana, além de iniciar a ignição dos carros (Imagem: Divulgação/Tesla Motors)

Os mesmos pesquisadores afirmam terem sido capazes de repetir a invasão, alegando apenas que ela foi um pouco mais difícil de ser completada. Eles dizem que isso foi possível por meio de um bug encontrado no processo de invasão, mas não detalharam especificações técnicas dessa falha, comunicando-a apenas à Tesla.

Ao contrário da primeira ocasião, na qual proprietários do carro mencionado precisaram adquirir outro dispositivo de chaveamento eletrônico, desta vez a solução parece ser mais simples: a Tesla já comunicou, por meio de seus canais de relacionamento, que em breve lançará uma atualização que permitirá a seus consumidores eliminarem a falha “em menos de dois minutos”. Para tanto, basta que o usuário entre no carro e uma conexão sem fio será formada para este fim.

Também é recomendável que usuários configurem a função PIN-to-Drive, que insere um código de quatro dígitos entre o processo de destravar o carro e o de iniciar a ignição. Desta forma, invasores podem até clonar a sua chave, mas precisariam do código correto para dirigir o veículo.

Fonte: Fast Company

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